Sobre coisas. Com muitos palavrões.


Peguei o texto que mandei na minha newsletter e trouxe pra cá esse formato de texto. Com palavrão sim. Com palavrão pra caralho.


Sem promessas.

De certa forma, não faço ideia do que vim falar, mas como tenho que escolher alguma coisa, vou falar sobre aprendizado.

Quando terminei meu primeiro namoro eu aprendi algo essencial e que vou levar pra sempre comigo: ninguém é insubstituível. É horrível ler isso e se dar conta, aceitar que é verdade. Mas é. Ninguém que a gente achou que nunca poderia viver sem… olha só! Nós podemos! (existem muitos níveis nisso sim, como amor de mãe e filho por exemplo… e eu não quero te fazer virar um desacreditado da vida, mas isso é real).
Eu achei que encarar essa verdade (que você nem precisa acreditar se não quiser) fosse me fazer ver o pior do amor. Errei. Encarar isso me fez amar com uma leveza absurda.

Eu entendi que estava tudo bem chegar um belo dia e descobrir não estar mais apaixonado. Acontece. A gente não tem que se impor a responsabilidade de amar para sempre. A gente não ama. Sempres não existem. E como eu vivo dizendo: “para sempre” tem mais a ver com intensidade do que com tempo.

Então vai amar sem medo. Sem receio de pensar em se casar. Sem receio de que nunca mais alguém nesse mundo inteirinho vai ser capaz de gostar de você. BULLSHIT. Tem gente pra caralho no mundo e alguém vai te tratar do jeitinho que você merece (sim, se você for um pau no cu, vão ser pau no cu com você de volta — vide: lei do retorno). E se você não achar ninguém, enquanto você não achar ninguém, meu amigo, vai amar a si mesmo e parar de correr atrás de embuste que só serve pra ocupar seu tempo e tapar buraco no seu emocional fodido.

PARA.

Sério. E para de prender as pessoas com você quando você nem tá afim, mas gosta de inflar seu ego.

A gente tá bem crescidinho pra saber que não é amor, é cilada. Então a gente continua indo pra cilada por quê?

Mare, mas ela/e não gosta de mim. 

então deixa o filha da puta ir. bom pra ele. bom pra você. segue em frente. como eu disse, tem gente pra caralho no mundo. você não tem que ficar com raivinha porque tomou um fora, dá graças que a vida te livrou de um embuste que não gosta de você. (percebam que eu já liguei o foda-se pras letras maiúsculas nessa altura da coisa e já virei uma louca desbocada que muito representa a mare real — eu falo exatamente assim, eu xingo pra cara…mba).

Mas mare ele/a não quer ser meu bff.

é memo?
Vamos conversar. Eu tenho um puta problema em fazer amigos. Eu sou chata, não sei manter contato, se me olham torto eu paro de falar com a pessoa pra sempre e é isso. Não faço questão.
Aí quando eu tô ignorando várias pessoas no whatsapp e vou pro twitter reclamar que não sei fazer amigos eu me sinto uma babaca. Talvez eu seja. Talvez o problema seja eu, porque amizade é um problema que me persegue since 1996.

Por outro lado, que é o único lado que eu uso porque minha defesa:

você tem que aceitar quem você é.

sério. é isso. que puta revelação bombástica né. quebrei a internet. abaixa que é tiro.

se você é um maluco, que não sabe fazer amigos, que não sabe se relacionar, é um louco, deuso, feiticeiro… amigue, aceita quem você é, porque é o que tem pra janta. e pro almoço de amanhã… e é a provável única comida da sua vida.

normalmente eu faço drama…  tenho amigos sim, poucos, mas são meus. são os que entendem que eu quero que todo mundo se foda, mas continuam comigo mesmo assim.

é isso. a gente nunca tá sozinho. a gente só é dramático.

e às vezes você está consigo mesmo e, olha, essa pode ser a melhor coisa que você tem. procura direito.

para de choramingar que a pessoa foi embora, cara, é sua chance de olhar quem é verdade e quem tá com vocêeeee.
é triste, a gente chora, a gente se culpa. mas o que sobra são nossas ruínas no chão e não tem filha da puta pra ajudar. você que vai catar, vai se cortar com os cacos, vai passar cola nos pedaços, vai se remontar. e vai seguir.

a gente sempre segue. sempre entendendo um pouco mais do que significa viver. às vezes desaprendendo. às vezes fingindo que não aprendeu a lição.

mas a gente segue.

não significa que eu voltei.
só achei maneiro parar e falar com vocês
espero que estejam bem por aí
talvez eu volte
talvez não
talvez falando mais palavrões ainda
acho que ces já me conhecem:
eu sou doida

este é um formato de texto que eu nunca postei por essas terras, mas digam aí o que vocês acharam e eu me viro pra trazer mais do mesmo. valeus. obrigada por estarem sempre por aqui e não terem desistido de mim.
mare
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