Perdoa essa imagem feita no Picasa e essas vírgulas desnecessárias e não desiste de mim


Dia 25 este blog faz 1 ano de sobrevivência. Parece que rola uma convenção entre os blogueiros que no aniversário a gente tem que falar um pouco de como que é pra gente estar do lado daqui, nossa vida e trajetória. Como sou a favor de alguns ritos de passagem, cá estou eu para escrever algumas coisas e alguns posts (?) (!) pra vocês.

Escrevo há uns 10 anos. Significa que se eu tenho 20 anos hoje, aos 10 já estava querendo escrever alguma coisa. Essa “alguma coisa” era um livro, e “esse livro” se chamava Página Virada. Era uma qualquer coisa sobre a minha vida um menino da classe que eu gostava… e olha que eu nem imaginava o que era gostar de alguém com 10 anos, muito menos como escrever. Mas a veia artística já mostrava para o que veio. Fiz algumas páginas de palavrinhas abarrotadas de erros gramaticais (que eu ainda guardo numa pasta), mais já se mostrava em mim o desejo de escrever e assinar meu nome: Mariana Alvares.

Um pouco mais tarde, aos 12, eu escrevi meu primeiro livro completo. 100 páginas do título Entre Brigas e Intrigas, que pode ser resumido em: uma temporada bem ruim mesmo de Malhação. Era ruim, mas era o que eu tinha (ainda tenho também os rascunhos). O mais engraçado de se ter 12 anos e ter escrito um livro é que isso te marca. Eu passei a ser vista como a-menina-que-escreve. Era assim com amigos, professores e quaisquer outras pessoas com associavam minha cara com quem eu era. Eu escrevia e era isso que eu era. Mas apesar de saberem que eu escrevia, ninguém nunca se daria o trabalho de ler-me, nenhum deles.

Eu escrevo para a internet há 7 anos (desde 2009 mesmo). Tive um blog sobre um livro que havia escrito e ninguém tinha lido, um blog de humor, outro de aleatoriedades, participei de um blog de resenhas literárias e um sobre moda (e eu nem entendo de moda, mas há quem diga o contrário). Sosseguei por loucos 4 anos em um único lugar para postar minhas poesias, textos críticos e outras construções literárias: o Reticências. Esse nome me acompanhou durante este tempo, mas no fundo eu sabia que faltava alguma coisa.

Os 4 anos do Reticências foram péssimos. É ruim demais ser apenas-mais-um blog na infinidade da internet. Não tinha view, não tinha comentário, nem nada, mas eu ainda estava lá.
No ano passado, junto com várias mudanças da minha vida eu decidi que precisava terminar o relacionamento com o blog. Precisava deixá-lo, precisava ir embora sem olhar para trás. Sentia que aquele lugar, o nome, o layout, tudo, estava me deixando mais desmotivada, do que me fazendo feliz. Não gostava mais do que escrevia, de como escrevia, de quem eu parecia ser ali.
Gosto, amo, acho lindo quando tem comentários, likes, compartilhamentos, mas se não me faz feliz, nada disso importa. E não me fazia.

Excluí a conta e os muitos posts do blog. Salvei tudo num arquivo que deu quase 200 páginas do Word: texto pra cacete. Todos os meus amigos ficaram chocados, ninguém nunca acreditou que eu pudesse me desfazer da única coisa que parecia certa na minha vida.

Não durou duas semanas.

Eu já estava louca sentindo que o que eu escrevia precisava estar postado em algum lugar. Sentia uma falta absurda de fazer posts. Precisava de outro blog, um novo, outra cara, algo que fosse tão eu que só poderia ser meu. Nessa época eu já era a Mare. O nome eu já tinha.

Sem falar com ninguém comecei a planejar e a fazer este blog. Com o tempo fui comentando e pedindo uma ajudinha. O blog saiu como está. De um jeitinho que eu queria, minimalista e funcional. Bem eu. Até diferente eu comecei a escrever para cá. Parecia que finalmente tinha me encontrado. E eu tinha mesmo.

 Sigo escrevendo. Vida longa às palavras!


Devo fazer outros posts pro aniversário do blog ❤
Obrigada por me acompanharem até aqui, de verdade ❤
Mare

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