Não quero testar sua paciência, mas vem ler isso aqui


Quem inventou a paciência, por favor me explica como usar!

Quem disse isso? Eu mesma. Mariana Alvares.

Não me considero muito paciente, apesar de saber que minha paciência é seletiva. Me irrito muito fácil com algumas coisas, principalmente nos dias ruins, mas tenho uma paciência quase infinita pra cuidar de quem eu gosto. Sei que cada um tem seu cada um sobre a famigerada paciência.

Às vezes, parece que a vida quer nos testar. Com este texto mesmo, por exemplo, eu deveria tê-lo escrito, o BEDA17, pela manhã e olha só a hora que eu estou fazendo isso (16:50). Tive milhares de coisas anteriores para fazer e um bocado de procrastinação e bloqueio criativo. Mas conversando com uns amigos e usando um bocadinho a massa cinzenta, cá estamos nós.

Acho que a paciência é a virtude mais necessária para termos paz, mas é a que menos possuímos… E, às vezes, é algo que depende muito mais dos outros que de nós mesmo.

Ô coisinha impaciente essa paciência.


Como ser paciente o bastante para manter o equilíbrio sem ter sangue de barata?

Eu não sei a resposta. Se eu soubesse teria escrito um livro de autoajuda e estaria rica sendo paciente em uma das ilhas que eu teria comprado.

Não tem como se estressar toda vez que você acorda de manhã e se depara com a pia de louça suja até o teto, ou quando a roupa que você separou pra sair sumiu; quando um objeto especial não está onde você deixou, ou aquela visita chata não percebeu que está na hora de ir embora. A gente respira fundo, bota o sorriso no rosto e finge que tá tudo ótimo.

Ser paciente não é ser idiota. Ser paciente é saber o limite de ser gentil e ser otário, saber o que lhe cabe e o que cabe à paciência do outro — a gente tem que lembrar que não somos apenas nós que devemos ser pacientes, a paciência é coletiva.
Quando uma pessoa está sendo paciente e a outra não está o nome é tolerância. A paciência compreende que o lugar de equilíbrio é mútuo, a tolerância é unilateral.

Somos muito mais tolerantes do que pacientes. Por isso ficamos com aquele sentimento de que estamos fazendo um bem para outrem, mas esse bem não nos é devolvido. A tolerância suga essa paz que deveria ser compartilhada e multiplicada — nela, um se beneficia, o outro apenas se desgasta.

Quando vamos ajudar um amigo que está com problemas e precisa ser ouvido precisamos entender o nível de reciprocidade para compreendermos nosso papel: estamos sendo tolerantes ou pacientes? Isso diz muito sobre o tipo de relação que vocês mantêm e se ela é saudável ou não — está bom para quem?

Quando exercemos verdadeiramente a paciência não há desgaste emocional, vem descompromissado e nem nos pesa. Ninguém precisa dizer “por favor, seja mais paciente”, porque já somos — e isso vem bem intrínseco à compreensão, que é outro fator decisivo sobre a paciência. Ser capaz de compreender torna mais fácil ser mais sereno com as pessoas. Isso exige prática e muita boa vontade.

Não espere que as pessoas sejam pacientes — elas normalmente não são. Seja você, busque você essa qualidade e faça por si mesmo. Não banca o esperto e se justifica em cima da afirmação barata de: “se ninguém é paciente eu também não serei”. Isso sequer faz sentido.

Precisamos observar um pouco mais o que estamos fazendo e com quem estamos sendo pacientes e tolerantes. Isso é sobre a busca do equilíbrio pessoal e sobre evitar desgastes desnecessários… O exercício será eterno. Vivemos um mundo que nos testa e nos exige uma paciência que parece ser impossível de atingir, mas aos poucos vai se construindo um perfil pessoal do que se é e do que se pode ser, claro, se você quiser ser melhor — para si mesmo e para quem você convive.

Não tem problema não conseguir ser paciente o tempo todo. Ninguém consegue. É bem nessa hora que vamos descobrir se as outras pessoas são pacientes ou tolerantes conosco… E teremos, então, que decidir como queremos ser tratados por elas.

#BEDA17


Obrigado por terem paciência comigo e com essa BEDA esquisito e a piada sem graça com a imagem do post,
Mare

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