Esse é o de hoje mesmo, sobre gatíneos fujões e nosso coraçãozíneo que fica na mão


Vocês não sabem o que aconteceu.
É lógico que não sabem.

Primeiro preciso contar um prólogo. 
Na virada de 2015 para 2016 eu perdi minha gata. Era a Chanel. Ela estava há cinco anos com a gente, e por uma inexplicável infelicidade fugiu de casa e não voltou. Ficamos semanas procurando pela bichinha, mas não a encontramos. Como era uma gata linda, poderosíssima, esperamos que alguém a tenha encontrado e levado para casa para cuidar bem.
Não preciso dizer o quanto ficamos arrasados com isso e o quanto o dia 1 de janeiro me marcou com a perda; o mês não é dos melhores para mim. Permaneço com a saudade de uma gatinha gordinha e que mostrava os dentinhos se você pedisse ❤

E hoje.

Fui acordada neste fatídico dia com a frase: “Mari, cadê a Gabi?”.
Gabi é uma das minhas duas gatas. Essa mocinha aí de baixo com olhar sereno de quem nunca vai lavar uma louça na vida.

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Toda a angústia de janeiro voltou como uma porrada na minha cara. Eu, ainda com os olhos pesados de sono, só tive tempo de trocar de roupa e colocar as lentes de contato, fui pra rua com minha mãe procurar a Gabi. Fui caçar meu Pokémon. Procuramos e nada.
Minha mãe estava achando que ela poderia ter caído da área e ido para a casa da vizinha, que tem 6 gatos (lindos, apertáveis e gordinhos que eu fico morrendo de vontade de abraçar quando os vejo). Ela olhou, não viu a nossa, chegou a chamá-la e nada.
Nós duas sentamos e tomamos um café rápido para pensar no que fazer. Eu já estava querendo começar a chorar.
Mãe subiu novamente para o segundo andar e, pela janela, tentar olhar o quintal da vizinha para tentar achá-la.

Adivinha quem estava na porta da vizinha tentando brincar com os gatinhos? Isso mesmo: a quenga da Gabi.
Tive que chamar pra ela voltar, mas ela não queria muito vir não… Mas veio. Pegamos ela, voltamos pra casa.
Fiquei com minha gatínea no colo, apertando, pensando nos 30 minutos de nervoso que ela me fez passar. Q-U-E-N-G-A.

Quem tem bichinho sabe que eles são da família, que a gente não vive sem, e se importa demais quando algo acontece. A gente ama e não ama pouco.

Foram apenas 30 minutos.
Minutos em que perdi e me perdi.
Mas fizeram voltar todos os momentos de perda que se acumularam ao longo do tempo… Esse tempo todo se estendeu em ansiedade e um bocado de tristeza que sempre vem quando perdemos algo.
Sei qual é a de que sempre perderemos. Cedo ou tarde, de um jeito ou de outro. Mas a gente nunca está preparado, não é? Quando acontece não tem como estar pronto.
Perder sempre dói independente do que seja, queremos conquistar, mas perder jamais. Por mais que aquelas frases de tumblr nos persigam e insistam em dizer que não podemos continuar tendo tudo, que não podemos ter tudo o que queremos — insistimos na sina.
Mas a vida também é isso.
Não adianta muito pensar, se culpar. Tem que viver. A vida só segue para frente. Tudo o que temos só temos hoje, que amanhã ninguém sabe o que vai ser.

Nessa vibe filosófica de texto/GIF de tia de Orkut esse é o #BEDA08


Mare

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